A mudança entra pela obra, mas o impacto cai no prazo: Elmar Juan Passos Varjão Bomfim e o controle de escopo

O controle de escopo é decisivo para evitar impactos no prazo em projetos de infraestrutura, como ressalta Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.
Diego Velázquez
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Elmar Juan Passos Varjão Bomfim trata a mudança como parte natural de grandes obras, porém destaca que o que define o resultado não é a existência de variações, e sim a forma como elas são governadas. Ajustes de projeto, interferências de campo, revisões regulatórias e alterações de fornecimento podem ser inevitáveis, mas, quando entram sem método, o escopo se expande de maneira silenciosa, o cronograma perde previsibilidade e o orçamento vira uma sequência de recomposições.

Separar o necessário do oportunista para evitar decisões fragmentadas

Na avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o primeiro movimento é distinguir mudança necessária de mudança oportunista. Existem alterações que corrigem incompatibilidades, aumentam segurança, atendem exigências de fiscalização ou evitam falhas de desempenho, portanto fazem parte do amadurecimento do projeto. Entretanto, quando o canteiro aceita ajustes por conveniência imediata, sem análise de impacto e sem trilha documental, abre se espaço para decisões pontuais que se acumulam e viram retrabalho, disputa e perda de produtividade.

Por conseguinte, a governança precisa definir papéis e ritos com clareza: quem solicita, quem analisa, quem aprova, quem registra e quem comunica. Assim, cada mudança nasce com motivo explícito, solução técnica consolidada e versão atualizada, reduzindo ruídos entre engenharia, suprimentos, planejamento e execução. Dessa forma, o projeto evita “acréscimos invisíveis” que não aparecem em medições no curto prazo, mas aparecem no atraso e no custo indireto.

Baseline sólido: a referência que impede o escopo de escorrer

Como considera Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, nenhum controle funciona sem uma referência estável. O baseline técnico precisa reunir escopo definido, premissas explicitadas e versões consistentes de projeto, com memoriais, especificações, interfaces e critérios de aceitação alinhados. Quando a documentação é ambígua ou instável, a discussão sobre mudança vira disputa de interpretação, não análise de engenharia. Logo, consolidar a base técnica é o que permite comparar “o que era” com “o que passou a ser”, sem confusão de versões.

Ainda assim, escopo não vive apenas nos documentos, pois o canteiro revela limitações logísticas, condições do terreno e interferências que não aparecem no projeto inicial. Nesse sentido, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim vincula o controle de mudanças à disciplina de campo: RFI, registros de inspeção, relatórios de compatibilização e evidências de restrição precisam alimentar a decisão com fatos. Desse modo, a mudança deixa de ser reação à urgência e passa a ser escolha técnica consciente, com impacto calculado.

Alterações durante a obra precisam de gestão técnica para proteger prazos e custos, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.
Alterações durante a obra precisam de gestão técnica para proteger prazos e custos, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

O pacote de change control: prazo, custo e risco avaliados em conjunto

Conforme expõe Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, uma solicitação de mudança só é útil quando vem completa. Não basta estimar custo direto, é necessário analisar reflexos em prazo, produtividade, mobilização, segurança, cadeia de suprimentos e interfaces com terceiros. Sendo assim, a solicitação deve conter justificativa, alternativa de solução, desenho revisado, análise de risco e estimativa integrada de impacto. Assim, a decisão não se baseia em impressões, e o projeto reduz a chance de aprovar uma mudança que parece pequena, mas desorganiza a sequência executiva.

Ademais, mudanças pequenas e frequentes corroem estabilidade, pois desestruturam o planejamento de forma contínua. Por isso, o controle deve prever critérios de escalonamento: o que pode ser resolvido no nível da obra, o que exige comitê técnico, o que precisa do cliente e o que demanda formalização contratual. Dessa forma, o processo ganha velocidade sem abrir mão de governança, evitando que o canteiro avance sob premissas desatualizadas.

Claims e disputas: prevenção nasce do registro no tempo certo

Na interpretação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, muitos claims se formam porque a mudança ocorreu, mas não foi formalizada tempestivamente, ou porque o impacto não foi registrado com rastreabilidade. Portanto, decisões, versões, datas, responsáveis e evidências de campo precisam ser documentados de modo consistente, transformando narrativa em fato verificável. Ainda assim, registro sem alinhamento também falha, já que a comunicação técnica deve ser contínua, com atualização de frentes, restrições e dependências.

Por fim, controlar escopo é proteger valor. Quando a obra trata a mudança como decisão rastreável, com baseline sólido, governança clara e avaliação integrada de impacto, o risco diminui e o resultado tende a ser mais previsível, inclusive em contratos complexos e com múltiplas interfaces.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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