Portugal possui uma base tecnológica promissora na área da inteligência artificial (IA) generativa, que necessita de ser ampliada, segundo Daniela Braga, fundadora e CEO da Defined Crowd. Durante uma conferência, ela expressou a sua preocupação com o atraso do país neste campo, afirmando que a cada mês que passa, a situação se torna mais crítica.
Braga defende a criação de uma agência nacional de inteligência artificial, uma ideia que já havia proposto anteriormente sob a designação de AI Hub. Ela acredita que Portugal tem o talento e as condições necessárias para desenvolver tecnologia de base, mas alerta que a IA é um campo vasto e complexo.
A especialista sublinha que o tempo é um fator crucial, mencionando que há pelo menos cinco anos tem alertado para a necessidade de ação. A dificuldade em desenvolver soluções relevantes aumenta com o passar do tempo, o que pode comprometer o potencial do país na área.
Existem diversas aplicações que podem combinar tecnologias já existentes com inovações desenvolvidas em Portugal. Braga enfatiza a importância de criar serviços em torno da tecnologia de IA, não apenas para o mercado nacional, mas com uma visão global.
Ela também destaca que o sucesso não está apenas em inventar novas tecnologias, mas em saber utilizá-las e rentabilizá-las em setores que estão a ser transformados. Essa abordagem pode trazer melhores retornos do que a mera invenção.
No âmbito académico, Daniela Braga propõe o fortalecimento de parcerias entre instituições de ensino portuguesas e norte-americanas. A troca de conhecimentos e experiências entre académicos e estudantes é vista como uma forma de impulsionar o desenvolvimento da IA em Portugal.
Carlos Formigal, responsável de engenharia do IT Hub da Philip Morris International, também participou da discussão, ressaltando que a utilização da IA deve ser encarada como um processo de descoberta. As empresas precisam identificar as oportunidades que a IA pode oferecer para melhorar os seus processos.
Em suma, a expansão da tecnologia de IA generativa em Portugal é vista como uma necessidade urgente. Com a implementação de uma agência nacional e o fortalecimento de colaborações académicas, o país pode posicionar-se de forma competitiva no cenário global da inteligência artificial.